Os 15 Tipos de Empreendedorismo no Brasil: Descubra Qual É o Seu Estilo!

Os 15 Tipos de Empreendedorismo no Brasil: Descubra Qual É o Seu Estilo!

Você já reparou como o espírito empreendedor está presente no dia a dia do brasileiro? Seja a dona Maria vendendo bolo caseiro no bairro ou o jovem inovador criando um app revolucionário, empreender faz parte da nossa cultura. Não é à toa que cerca de 30% da população adulta no Brasil – o que equivale a mais de 42 milhões de pessoas – está tocando algum tipo de negócio próprio​:contentReference[oaicite:0]{index=0}. Já chegamos a patamares ainda maiores: antes da pandemia, ultrapassamos a marca de 50 milhões de brasileiros empreendendo​:contentReference[oaicite:1]{index=1}. Incrível, né? Isso mostra que somos um país de empreendedores, seja por necessidade ou por paixão.

Neste artigo, vamos bater um papo sobre os 15 tipos de empreendedorismo mais comuns no Brasil. Cada tipo representa um jeito diferente de empreender, com suas características, desafios e oportunidades. A ideia aqui não é esgotar o assunto, mas te dar um panorama geral – depois você pode se aprofundar em cada modelo. Então, pegue seu café, sente-se confortável e vamos juntos descobrir em qual desses tipos você mais se identifica. Prepare-se para se inspirar com exemplos reais, dados atualizados e dicas práticas em um tom bem amigável, como se estivéssemos conversando.

Lembre-se: não existe tipo “certo” ou “errado” de empreendedorismo. Todos têm seu valor e podem levar ao sucesso. O importante é você reconhecer qual modelo combina com seu perfil e usar esse conhecimento para tomar decisões estratégicas no seu negócio. Vamos começar essa jornada motivadora pelos diversos caminhos do empreendedor brasileiro?

1. Empreendedorismo Individual (MEI e Microempresa)

Você já ouviu falar em MEI (Microempreendedor Individual)? Essa é a porta de entrada para milhões de brasileiros no mundo dos negócios. O empreendedorismo individual é aquele em que a pessoa decide trabalhar por conta própria, formalizando um pequeno negócio em seu nome. Pode ser o pipoqueiro, a costureira, o programador freelancer ou o dono da lojinha de bairro. É gente que arregaça as mangas para ser “empresa de um homem (ou mulher) só”, muitas vezes começando com recursos limitados e muita força de vontade.

No Brasil, esse tipo de empreendedor formalizou-se de vez com a criação do MEI, um regime simplificado que permite abrir um CNPJ com menos burocracia e impostos reduzidos. E olha que sucesso: o número de MEIs explodiu nos últimos anos. Em fevereiro de 2020, tínhamos cerca de 9,7 milhões de MEIs, mas em maio de 2023 esse número saltou para 15,1 milhões​:contentReference[oaicite:2]{index=2} – um crescimento de 55,6% em pouco mais de três anos! Hoje, os microempreendedores individuais já representam mais da metade dos negócios ativos no país​:contentReference[oaicite:3]{index=3}​:contentReference[oaicite:4]{index=4}. Isso significa que milhares de pessoas saíram da informalidade e passaram a ter CNPJ, emitir nota fiscal e contribuir para a Previdência, garantindo benefícios como aposentadoria e auxílio-maternidade.

Exemplo real: pense no João, que era vendedor de loja e decidiu abrir seu próprio negócio de conserto de bicicletas na garagem de casa. Ao se formalizar como MEI, ele conseguiu emitir notas para os clientes, comprar peças com desconto em fornecedores e até pegar empréstimo com juros baixos para ampliar a oficina. Casos como o do João se repetem aos montes Brasil afora. Dicas práticas: se você é MEI ou pensa em virar um, fique de olho no limite de faturamento (atualmente R$ 81 mil/ano) e nas obrigações anuais, como a declaração simplificada. Busque capacitação em gestão financeira e marketing – o Sebrae, por exemplo, oferece cursos gratuitos ótimos para quem está começando​:contentReference[oaicite:5]{index=5}. E mesmo sendo um negócio de uma pessoa só, não precisa caminhar sozinho: participe de grupos de empreendedores, faça networking e troque experiências. Cada aprendizado pode fazer seu pequeno negócio individual crescer com mais consistência.

2. Empreendedorismo Informal

E aquele pessoal que empreende “por baixo dos panos”, sem CNPJ, você conhece? O empreendedorismo informal é muito comum no Brasil e provavelmente você já consumiu algo de um empreendedor informal hoje mesmo – seja o almoço no food truck que não emitiu nota ou a costureira do bairro que faz ajustes sem ter empresa registrada. Basicamente, o empreendedor informal toca um negócio sem formalização legal: não tem CNPJ, não paga impostos como empresa, não possui alvará. Isso não significa que ele não trabalhe duro – muitas vezes, são jornadas longas e renda instável, já que ficam à margem das proteções legais.

O Brasil tem uma legião de empreendedores informais. Segundo estimativas, há cerca de 40 milhões de trabalhadores atuando na informalidade no país​:contentReference[oaicite:6]{index=6}. É gente que, se perder o emprego formal, não conta com seguro-desemprego ou previdência, e por isso muitos se viram como podem, criando pequenos negócios sem registro. Sabe a feirinha onde o produtor rural vende queijo artesanal sem inspeção? Ou o motorista de aplicativo que não contribui para o INSS? Tudo isso faz parte do ecossistema informal. A informalidade, apesar de garantir o sustento imediato de milhões, traz desafios: dificuldade de acesso a crédito, nenhum CNPJ para emitir nota a clientes maiores e insegurança jurídica. Por outro lado, entrar na formalidade ainda assusta muita gente, seja pelo custo ou burocracia, embora o MEI tenha facilitado bastante essa transição.

Exemplo real: imagine a Dona Cleide, que faz salgados deliciosos e vende na porta de uma escola. Ela nunca formalizou o negócio. Todos os dias acorda cedo para produzir, vende tudo e complementa a renda da família assim. Contudo, por ser informal, Dona Cleide não pode fornecer para a lanchonete de uma empresa que pediu nota fiscal, nem consegue um empréstimo bancário com boas condições, pois não tem comprovação de faturamento. Dicas práticas: se você é um empreendedor informal, que tal considerar dar o próximo passo? Avalie os custos e benefícios de se formalizar – muitas vezes, o MEI vai te custar algo em torno de R$ 60 por mês (referente aos impostos fixos), mas em troca você passa a ter CNPJ, emitir notas e acessar direitos. Procure orientações em escritórios do Sebrae ou salas do empreendedor na sua cidade. A formalização tende a abrir portas para crescimento, inclusive programas de microcrédito e capacitações. Se formalizar ainda não for viável, ao menos mantenha um controle simples das suas vendas e despesas; isso vai te ajudar a entender seu lucro e já te prepara para uma futura formalização.

3. Empreendedorismo por Necessidade

“Empreender porque não teve escolha” – já ouviu essa expressão? Esse é o empreendedorismo por necessidade. Infelizmente, ele é muito comum por aqui. Trata-se daqueles casos em que a pessoa abre um negócio próprio por falta de alternativas de emprego ou renda. Muitas vezes acontece após uma demissão ou diante de uma crise econômica. Em vez de ficar de braços cruzados, o brasileiro dá seu jeito: começa a vender quentinhas, roupas, faz bicos de prestação de serviço… tudo para garantir o sustento. É o famoso “se virar nos 30”.

No Brasil, historicamente sempre houve uma parcela grande de empreendedores por necessidade. Durante a pandemia isso ficou ainda mais evidente: em 2020, mais da metade (50,4%) dos novos empreendedores abriram um negócio buscando uma fonte de renda por não terem opção melhor​:contentReference[oaicite:7]{index=7}. Em 2021, esse percentual caiu um pouquinho, para 48,9%​:contentReference[oaicite:8]{index=8}, mas ainda assim praticamente metade dos que iniciaram empresas o fizeram movidos pela necessidade de sobreviver. Segundo uma pesquisa do IBGE focada em MEIs, 60,7% dos trabalhadores demitidos que se formalizaram como MEI em 2022 começaram a empreender de forma involuntária, após perderem o emprego​:contentReference[oaicite:9]{index=9}. Ou seja, a maioria dos microempreendedores individuais surgiu por necessidade mesmo, e não por um grande plano de negócio elaborado.

Exemplo real: vamos pensar no caso do Carlos. Ele trabalhava como garçom, mas com a pandemia perdeu o emprego do dia para a noite. Com as contas acumulando, decidiu comprar ingredientes fiado e fazer marmitas para vender no bairro. Em pouco tempo, estava entregando quentinhas diariamente para trabalhadores da região – e assim pagou as contas de casa. O Carlos não sonhou desde cedo em ter um restaurante; ele empreendeu por necessidade, para sobreviver àquela situação difícil. Dicas práticas: se esse for o seu caso, saiba que você não está sozinho e não precisa ter vergonha de começar pequeno ou improvisado. O importante é usar esse empreendimento como trampolim. Foque em atender bem seus primeiros clientes – eles podem se tornar divulgadores do seu negócio. Reinvente-se: mesmo sendo um “negócio de necessidade”, dá para inovar em algo, seja no sabor diferente da sua quentinha ou na entrega caprichada. E conforme entrar um dinheirinho, tente se planejar um pouco, guardar um capital de giro. Com o tempo, quem começa por necessidade pode se transformar em um empreendedor de sucesso por oportunidade. Persistência e aprendizado contínuo são chaves aqui.

4. Empreendedorismo por Oportunidade

E quando a pessoa empreende porque enxerga uma chance de negócio promissora? Aí estamos falando do empreendedorismo por oportunidade. Diferente do caso anterior, aqui o empreendedor geralmente planeja mais, analisa o mercado e opta por ter o próprio negócio porque acredita que pode obter um bom retorno – e não porque estava sem emprego. No Brasil, a fatia de empreendedores por oportunidade vem crescendo conforme a economia amadurece. Em 2021, após o pior período da pandemia, pela primeira vez em anos o número de novos empreendedores motivados por oportunidade ficou ligeiramente acima dos por necessidade​:contentReference[oaicite:10]{index=10}, representando em torno de 51% dos casos. Isso é uma boa notícia, pois empreendimentos por oportunidade tendem a ser mais inovadores e sustentáveis, já que nascem de planejamento e identificação de demandas do mercado.

Empreender por oportunidade é criar aquele negócio que você percebeu que falta na sua cidade, ou aproveitar uma novidade. Pode ser alguém que viu o boom de alimentação saudável e abriu uma lojinha de produtos naturais, ou quem notou a demanda por serviços de estética em domicílio e montou um salão móvel. Oportunidade tem a ver com visão de mercado. E mesmo em crises sempre há oportunidades – como costuma se dizer, enquanto uns choram, outros vendem lenços. Muitos negócios gigantes de hoje começaram assim, com alguém farejando uma tendência. Aqui no Brasil, por exemplo, tivemos um crescimento grande de lojas de e-commerce, serviços de TI e de delivery nos últimos anos, áreas onde muita gente entrou ao perceber a mudança de hábito do consumidor.

Exemplo real: a Ana trabalhava em uma multinacional, mas sempre teve espírito inquieto. Ao notar que na sua cidade não havia nenhuma loja especializada em produtos para pets exóticos (como pássaros e répteis), viu aí uma oportunidade. Fez pesquisa, constatou que muitos criadores compravam esses produtos pela internet com dificuldade, e decidiu montar a primeira loja local focada nesse nicho. Em poucos meses, a loja da Ana bombou, atraindo clientes de outras cidades também. Ela largou o emprego antigo e hoje se dedica 100% ao negócio. Dicas práticas: se você quer empreender por oportunidade, estude! Analise tendências de mercado, converse com potenciais clientes para validar sua ideia. Tenha um plano de negócios simplificado – não precisa ser nada muito complexo, mas projete seus custos, público-alvo e estratégias. Use a seu favor o fato de não estar começando às pressas: dá tempo de poupar um capital inicial, de começar pequeno testando a receptividade. Mantenha-se atualizado sobre o setor que deseja atuar, leia notícias, participe de eventos. E quando identificar “aquela” oportunidade, não fique só no plano: coloque em prática! Muitas pessoas têm ideias, mas só quem executa colhe resultados.

5. Empreendedorismo Social

Já pensou em empreender e, ao mesmo tempo, fazer a diferença positiva na sociedade? Esse é o propósito do empreendedorismo social. Aqui, o foco principal não é apenas o lucro financeiro, mas também o impacto social ou ambiental do negócio. O empreendedor social identifica um problema na comunidade – pode ser pobreza, educação precária, desigualdade, poluição – e cria um negócio ou projeto para resolver isso de forma sustentável. Não confunda: não é caridade nem ONG tradicional, é empreendedorismo mesmo, mas medindo sucesso também pela transformação gerada.

O Brasil tem muitos exemplos inspiradores de empreendedorismo social. Desde empresas que levam energia solar a comunidades carentes até negócios de capacitação profissional para pessoas em situação de rua. Um dado interessante: o número de empresas de impacto social positivo mais que dobrou em poucos anos. Em 2017, existiam 579 negócios sociais mapeados; em 2021, já eram 1.272 iniciativas desse tipo no país​:contentReference[oaicite:11]{index=11} – um crescimento de 219% em apenas cinco anos. Ou seja, cada vez mais gente está lançando empresas que, além de sustentáveis financeiramente, ajudam a resolver problemas do mundo real. A demanda por esse tipo de empreendimento cresce conforme questões de ESG (Ambiental, Social e Governança) ganham importância. Inclusive, muitos jovens têm optado por esse caminho ao empreender, buscando alinhar paixão, propósito e trabalho.

Exemplo real: podemos citar o caso do Edu Lyra, fundador da Gerando Falcões, uma rede de projetos sociais que atua em periferias e favelas. Ele criou um modelo de negócios sociais que oferece desde qualificação profissional para jovens até programas de esportes e cultura, financiados por doações e parcerias, mas com mentalidade de negócio (metas, eficiência, resultados). Outro exemplo é a empresa de impacto “Banco Pérola”, que fornece microcrédito a juros baixos para empreendedores de baixa renda, ajudando-os a crescer – e ao mesmo tempo se mantém via retorno desses empréstimos. Dicas práticas: se o seu coração bate forte por uma causa, avalie se dá para transformá-la em um empreendimento social. Pesquise programas de incubação e aceleração de negócios de impacto (no Brasil, organizações como Artemisia e Sebrae têm iniciativas específicas). Tenha claro qual problema você quer resolver e como seu produto/serviço vai melhorá-lo. Mensure o impacto: crie métricas, por exemplo, número de famílias atendidas, redução de desperdício, etc. Isso ajuda a atrair apoio e ajustar o projeto. Lembre-se de que, apesar do enfoque social, a gestão financeira deve ser profissional – negócios sociais também precisam de sustentabilidade econômica para ampliar seu alcance e não dependem apenas de doações. Equilíbrio é tudo!

6. Empreendedorismo Digital

Estamos na era digital – seu negócio já está online? O empreendedorismo digital explodiu nos últimos anos, e no Brasil não foi diferente. Esse tipo de empreendedor aproveita a internet e a tecnologia para criar empresas que funcionam predominantemente online. Pode ser uma loja virtual, um app de serviços, um infoproduto (como cursos online e ebooks) ou até um influenciador digital que monetiza conteúdo. O legal do empreendedorismo digital é que as barreiras de entrada são mais baixas: muitas vezes não precisa de ponto comercial caro, e o alcance pode ser nacional ou global desde o dia um.

Um dado que ilustra bem esse movimento: quase metade das micro e pequenas empresas brasileiras já obtém mais da metade do seu faturamento por meio do e-commerce​:contentReference[oaicite:12]{index=12}. Ou seja, vender pela internet deixou de ser só um “canal extra” e virou fonte principal de renda para muita gente. Além disso, empreender no digital costuma começar enxuto – e muitas vezes solitário. Uma pesquisa recente mostrou que 7 em cada 10 lojas virtuais de pequenas e médias empresas no Brasil são tocadas por apenas uma pessoa​:contentReference[oaicite:13]{index=13}. O típico cenário é o empreendedor “faz-tudo”: cuida do site, do atendimento ao cliente, do marketing nas redes sociais e da logística. É desafiador, mas também libertador, pois você literalmente pode trabalhar de qualquer lugar com um notebook e conexão à internet.

Exemplo real: pense na história do Rafael, que durante a pandemia ficou desempregado e decidiu vender camisetas estampadas online. Sem capital para loja física, ele montou um site numa plataforma acessível e divulgou os produtos pelo Instagram. No começo era só ele cuidando de tudo; as vendas foram crescendo e hoje o Rafael já tem dois funcionários, mas continua operando principalmente no digital, enviando camisetas para o Brasil inteiro. Outro exemplo são professoras como a Marina, que transformou seu conhecimento de inglês em um curso online e hoje fatura dando aulas via webinars para centenas de alunos – algo inimaginável no modelo tradicional individual. Dicas práticas: para ter sucesso no mundo digital, foque na presença online profissional: um site ou página atraente, informações claras de contato, fotos de qualidade. Invista em marketing digital na medida do possível – redes sociais, conteúdo relevante, talvez alguns anúncios segmentados. Cuide muito bem do atendimento: responder rápido no WhatsApp ou direct faz diferença. E não tenha medo de plataformas: marketplaces como Mercado Livre, Etsy (para artesanato), iFood (para quem vende comida), entre outros, podem dar visibilidade enquanto você constrói sua base própria. Por fim, mantenha-se atualizado sobre tendências digitais (novas redes sociais, ferramentas, meios de pagamento) para não ficar para trás. O mundo online muda rápido, mas as oportunidades são enormes para quem se adapta.

7. Empreendedorismo de Startups (Inovação e Alto Impacto)

Você já se deparou com alguma startup fazendo algo totalmente diferente e pensou: “Uau, que ideia genial!”? O empreendedorismo de startups é aquele focado em inovação, tecnologia e potencial de escala. Diferente de um negócio tradicional, a startup normalmente busca um modelo de negócio replicável e que possa crescer muito, geralmente almejando o mercado global. No Brasil, nos últimos 10 anos, vimos um verdadeiro ecossistema de startups florescer. Hoje existem mais de 12 mil startups ativas no país​:contentReference[oaicite:14]{index=14}, desenvolvendo soluções em fintech (finanças), edtech (educação), healthtech (saúde), agritech (agronegócio) e por aí vai. É um caldeirão fervilhando de criatividade!

As startups brasileiras deixaram de ser novidade e passaram a conquistar investidores mundo afora. Sabe aquelas empresas avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares, chamadas de unicórnios? O Brasil já possui cerca de 20 unicórnios. Estamos em 10º lugar no ranking global de países com mais startups desse porte, com 19 empresas brasileiras atingindo valor de mercado acima de US$ 1 bi​:contentReference[oaicite:15]{index=15}. Isso inclui nomes conhecidos como Nubank, iFood, 99, Gympass, entre outras. O primeiro unicórnio brasileiro surgiu em 2018 e desde então vários outros entraram para a lista, especialmente em 2020-2021 quando houve um boom de investimentos. Empreender nesse modelo de startups geralmente envolve buscar aportes de investidores (capital de risco) para acelerar o crescimento. É um caminho de alto risco e alta recompensa.

Exemplo real: podemos citar a história da Arquivei, uma startup de gestão de documentos fiscais fundada por jovens do interior de São Paulo. Eles identificaram uma dor enorme nas empresas (organizar e acessar notas fiscais eletrônicas) e criaram uma solução em nuvem inovadora. Começaram pequenos, participaram de programas de aceleração e hoje atendem milhares de clientes, recebendo investimentos para escalar. Outro exemplo é a AgTech Garage, um hub de inovação em agronegócio que conecta startups agro a grandes empresas e produtores – nasceu de uma visão de oportunidade no setor e hoje impulsiona dezenas de startups de alto impacto no campo. Dicas práticas: se você quer trilhar o caminho de startup, comece validando sua ideia em pequena escala (o famoso MVP – produto mínimo viável). Busque feedback real de usuários. Conecte-se ao ecossistema: participe de eventos de startups, hackathons, meetups de empreendedorismo. Essas conexões podem te levar a sócios, mentores ou investidores. Prepare-se para iterar (mudar rápido) – a jornada de startup envolve adaptar o negócio conforme aprende com o mercado. E não se frustre com os “nãos”: para cada startup de sucesso, houve muitas tentativas e pivôs. Resiliência é fundamental. Por fim, procure programas de aceleração ou editais de inovação (muitos oferecem investimento semente e mentorias). O Brasil tem crescido nesse apoio, com aceleradoras e fundos atentos a boas ideias. Quem sabe sua startup não será o próximo unicórnio?

8. Empreendedorismo Sustentável (Verde)

Ganhar dinheiro e cuidar do planeta ao mesmo tempo: será que dá? Essa é a proposta do empreendedorismo sustentável, também chamado de empreendedorismo verde. Nele, os negócios são pensados para serem ambientalmente responsáveis, contribuindo para a preservação da natureza e uso consciente de recursos. Isso pode se refletir no produto (por exemplo, uma empresa que faz copos ecológicos de material reciclado) ou no processo produtivo (como uma fábrica que zera resíduos e trata a água utilizada). A agenda da sustentabilidade está cada vez mais forte. Hoje, consumidores valorizam empresas “do bem” e penalizam quem agride o meio ambiente.

No cenário empresarial, os princípios ESG (Ambiental, Social e Governança) ganharam destaque. Uma pesquisa mostrou que 71% das empresas brasileiras afirmam já adotar práticas ESG de sustentabilidade em algum grau​:contentReference[oaicite:16]{index=16}. Ou seja, mesmo quem não nasceu “verde” está tentando se adaptar, porque sabe que é importante para a imagem e para a perenidade do negócio. Empreendedores sustentáveis muitas vezes encontram oportunidades em problemas ambientais: onde há poluição, buscam soluções de reciclagem; onde há desperdício, criam meios de otimizar; onde falta energia limpa, investem em solar ou eólica. O Brasil, por sua biodiversidade e extensão territorial, é terreno fértil para negócios verdes – de agricultura sustentável a ecoturismo, passando por tecnologias limpas.

Exemplo real: um caso bacana é o da empresa Meu Copo Eco, nascida em Santa Catarina, que produz copos reutilizáveis para eventos, reduzindo o lixo de copos descartáveis. Eles surfaram a onda da sustentabilidade e hoje seus copinhos retornáveis estão em festivais e festas por todo Brasil, evitando milhões de copos plásticos jogados fora. Outro exemplo é a startup Positiv.a, que fabrica produtos de limpeza doméstica ecológicos, sem petroquímicos, e emprega pessoas em vulnerabilidade social na produção – unindo sustentabilidade ambiental e impacto social. Dicas práticas: se você quer empreender de forma verde, incorpore a sustentabilidade desde o início do planejamento. Busque matérias-primas renováveis, pense em como reduzir resíduos no seu negócio. Isso muitas vezes gera economia também! Conte a história por trás do seu produto: consumidores adoram saber que aquele item é fruto de preocupação ambiental, então use o marketing verde a seu favor (de forma honesta, claro, sem greenwashing). Fique por dentro de certificações possíveis (como selo orgânico, Empresa B, ISO 14000) que podem agregar credibilidade. E uma dica importante: sustentabilidade também é oportunidade de nicho. Quem sabe você descobre um resíduo de outra indústria que pode virar matéria-prima para seu produto? O olhar do empreendedor sustentável encontra valor onde outros só veem lixo. E isso pode ser a base de um negócio inovador e lucrativo.

9. Empreendedorismo de Franquias

Já pensou em ter seu negócio com uma marca já famosa e um modelo pronto? Então você está pensando no empreendedorismo de franquias. Ser um franqueado significa investir em uma franquia, ou seja, abrir uma unidade de negócio usando uma marca, produtos e métodos que já foram testados por outra empresa (o franqueador). É como ter um “negócio com receita de bolo”: você segue as orientações do franqueador sobre como operar, em troca paga uma taxa inicial e royalties sobre as vendas.

No Brasil, o mercado de franquias é extremamente forte e maduro. Temos redes de franquias em praticamente todos os setores: alimentação, educação, beleza, saúde, serviços e por aí vai. Os números impressionam: ao final de 2023, havia 195.862 unidades franqueadas em operação no país​:contentReference[oaicite:17]{index=17}, um aumento de 7,8% em relação ao ano anterior. O faturamento do setor chegou a R$ 240,6 bilhões em 2023, crescendo 13,8% comparado a 2022​:contentReference[oaicite:18]{index=18}​:contentReference[oaicite:19]{index=19}. Isso mostra uma retomada e expansão vigorosa do franchising pós-pandemia. São mais de 3.300 marcas de franquias ativas, desde gigantes do fast-food e varejo até microfranquias locais. Para o empreendedor, a franquia traz vantagens como marca reconhecida, treinamento e suporte do franqueador e menor risco do que começar do zero. Em contrapartida, há menos autonomia para criar algo diferente – afinal, o franqueado deve respeitar o padrão da rede.

Exemplo real: um exemplo clássico é o da Maria, que sempre quis empreender mas tinha medo de começar do zero. Ela juntou economias e comprou uma franquia de uma rede de salgados famosa. Recebeu treinamento, projeto arquitetônico da loja e começou a operar. Em poucos meses, os clientes já chegavam pela força da marca (muitos conheciam a rede de outras cidades). Hoje a loja da Maria é um sucesso e ela até pensa em, no futuro, ter mais unidades da franquia. Outro caso é do João, ex-bancário, que investiu numa microfranquia de serviços de limpeza residencial ecológica. Com investimento bem menor, ele atua quase como um profissional autônomo, mas com a chancela e método de uma marca já estruturada, o que atrai clientes. Dicas práticas: se franquia está no seu radar, pesquise muito sobre a rede antes de assinar contrato. Converse com outros franqueados para saber se estão satisfeitos, como é o suporte, se o faturamento prometido bate com a realidade. Analise a saúde financeira do franqueador e há quanto tempo a franquia existe. Fique de olho nas taxas: taxa inicial, royalties mensais, fundo de marketing… coloque tudo na ponta do lápis para ver se o negócio fecha. Escolha algo que você se identifique – trabalhar com um produto/serviço de que você goste faz diferença no dia a dia. E lembre-se: franquia não é garantia de lucro fácil; exige tanta dedicação quanto qualquer negócio. A vantagem é ter um guia e uma marca conhecida, mas o sucesso final dependerá do seu empenho em gerir bem a unidade.

10. Empreendedorismo Cooperativo (Cooperado)

A união faz a força – já ouviu esse ditado? No empreendedorismo cooperativo isso é levado a sério. Em vez de empreender sozinho, o indivíduo se junta a outros através de uma cooperativa. Uma cooperativa é uma organização em que os próprios trabalhadores ou produtores são donos do negócio coletivamente. Todos colaboram, dividem os resultados e tomam decisões em conjunto. Esse modelo é muito comum no Brasil, especialmente em áreas como agricultura, crédito (cooperativas de crédito, tipo Sicredi, Sicoob), transporte (cooperativas de táxi, de aplicativos), produção artesanal e tantas outras.

Os números do cooperativismo brasileiro mostram a força desse tipo de empreendedorismo coletivo. Segundo o anuário do cooperativismo, o país já soma 4.509 cooperativas ativas, englobando mais de 23,45 milhões de cooperados​:contentReference[oaicite:20]{index=20}​:contentReference[oaicite:21]{index=21}. Isso equivale a 23% da população ocupada do Brasil envolvida em algum empreendimento cooperativo​:contentReference[oaicite:22]{index=22}​:contentReference[oaicite:23]{index=23} – quase um em cada quatro trabalhadores! Impressionante, não? Essas cooperativas empregam formalmente mais de 550 mil pessoas e movimentaram cerca de R$ 692 bilhões em 2023​:contentReference[oaicite:24]{index=24}. Há cooperativas gigantes, como as agropecuárias que exportam grãos e carnes, e cooperativas bem pequenas, como um grupo de costureiras que se unem para vender juntas e conseguir melhores preços de matéria-prima.

Exemplo real: um exemplo simples é o de uma cooperativa de catadores de material reciclável. Diversos catadores autônomos se juntam, formam uma cooperativa, compartilham um galpão e um caminhão. Em grupo, eles conseguem vender o material coletado por um preço melhor diretamente para a indústria recicladora, coisa que individualmente não teriam escala para fazer. Dividem as despesas e os lucros de forma justa. Outro caso são as cooperativas de crédito, que são bancos cooperativos onde os correntistas são os donos – eles empreendem coletivamente para ter serviços financeiros mais baratos e participam das sobras (lucros) no final do ano. Dicas práticas: se a ideia de cooperar te atrai, saiba que montar uma cooperativa exige organização e confiança mútua. Junte pessoas com objetivos comuns e estabeleça regras claras (estatuto, divisão de responsabilidades). Busque apoio de entidades de cooperativismo, como o SESCOOP, que dá consultoria e treinamento. Transparência é fundamental: todos os cooperados devem entender como andam as contas e participar das decisões. Lembre-se que, numa cooperativa, cada membro geralmente tem um voto nas decisões, independentemente do capital – é diferente de uma empresa comum. Isso torna a gestão mais democrática, mas também exige habilidade de negociação e alinhamento entre os membros. Quando bem-sucedido, o empreendedorismo cooperativo traz não só lucro, mas desenvolvimento coletivo e sentido de pertencimento a algo maior.

11. Empreendedorismo Feminino

Mulheres que empreendem, transformam – e o Brasil tem cada vez mais exemplos disso. O empreendedorismo feminino destaca as iniciativas lideradas por mulheres, muitas vezes rompendo barreiras duplas: do mundo dos negócios e dos preconceitos de gênero. As mulheres empreendedoras brasileiras estão crescendo em número e impacto. Hoje, o Brasil é o sétimo país com o maior número de mulheres empreendedoras no mundo​:contentReference[oaicite:25]{index=25}​:contentReference[oaicite:26]{index=26}. Para se ter ideia, mais da metade dos novos negócios abertos entre 2021 e 2022 no país foram iniciados por mulheres​:contentReference[oaicite:27]{index=27}. Atualmente, existem 10,3 milhões de negócios conduzidos por mulheres, o que corresponde a 34,4% do total de micro e pequenas empresas brasileiras​:contentReference[oaicite:28]{index=28}. Ou seja, cerca de um terço das empresas de menor porte já são lideradas pelo sexo feminino – uma participação que vem se aproximando do recorde histórico (34,8% em 2019) e tende a crescer.

Empreender para a mulher muitas vezes significa conquistar autonomia financeira, equilibrar múltiplas jornadas (maternidade e trabalho, por exemplo) e superar obstáculos culturais. Tem sido notado que muitas mulheres encontram no negócio próprio uma forma de contornar dificuldades do mercado de trabalho formal, como a falta de flexibilidade de horário ou o teto de vidro que limita promoções. Além disso, mulheres tendem a empreender bastante no setor de serviços e comércio, muitas vezes começando em casa ou online. Um dado interessante: 67% das empreendedoras no Brasil são mães​:contentReference[oaicite:29]{index=29}, mostrando que a maternidade frequentemente inspira ideias de negócios ou motiva a busca por um trabalho com mais autonomia.

Exemplo real: um grande exemplo de empreendedorismo feminino é Luiza Trajano, do Magazine Luiza, que transformou uma lojinha familiar em um dos maiores varejistas do país, sempre defendendo maior participação feminina nos altos cargos. Mas vamos a exemplos do dia a dia: imagine a história da Carla, que desde cedo adorava fazer doces. Ela começou vendendo brownies na faculdade para complementar a renda. O negócio foi dando certo e, anos depois, Carla abriu uma cafeteria charmosa, empregando outras mulheres e se tornando uma referência de doces na cidade. Ou pense na Júlia, que depois de ter filho sentiu dificuldade em conciliar carreira e maternidade – então criou uma marca de moda bebê com loja virtual, administrando os horários de acordo com a rotina da família. Dicas práticas: para as mulheres empreendedoras (e aspirantes), meu conselho é: conectem-se a outras mulheres! Redes de apoio como grupos, associações (como a Rede Mulher Empreendedora) e eventos voltados ao empreendedorismo feminino podem oferecer mentoria, parcerias e motivação. Busque conhecimento em gestão e finanças para fortalecer seu negócio e impor respeito num meio ainda majoritariamente masculino. E não se deixe abater por eventuais situações de machismo que possa enfrentar – use seu profissionalismo e resultados para quebrar estereótipos. Cada conquista sua abre caminho para muitas outras mulheres. Empreender é empoderar-se, e vocês têm mostrado que lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive liderando empresas de sucesso.

12. Empreendedorismo Familiar (Negócios de Família e Herdeiros)

Sabe aquela padaria do bairro que passou do avô para o pai e agora para o filho?Esse é o típico empreendedorismo familiar. Negócios de família são extremamente comuns no Brasil e no mundo. No nosso país, nada menos que 90% das empresas têm perfil familiar​:contentReference[oaicite:30]{index=30}. Isso mesmo: a esmagadora maioria das empresas brasileiras surgiu dentro de uma família ou é gerida por membros da família. Essas empresas familiares respondem por cerca de 65% do PIB nacional e 75% dos empregos privados​:contentReference[oaicite:31]{index=31}, segundo dados do Sebrae e do Banco Mundial – ou seja, são a espinha dorsal da nossa economia. Iniciar um negócio familiar ou dar continuidade a um já existente envolve dinâmicas próprias: mistura relações pessoais com profissionais, requer planejamento de sucessão (a famosa passagem de bastão para a próxima geração) e muita comunicação para evitar que problemas de trabalho estraguem o clima em casa (e vice-versa!).

Empreendedorismo familiar não é só herdar empresa do pai, mas também marido e mulher que resolvem montar um negócio juntos, irmãos que se tornam sócios, primos que abrem sociedade etc. A confiança e os laços pessoais podem ser um grande ativo – afinal, a família unida pelo negócio tende a se dedicar de corpo e alma. Porém, desafios existem: definir limites entre família e empresa, profissionalizar a gestão (muitas empresas familiares quebram por não separar bem as contas pessoais das da firma ou por manter na liderança um parente sem competência técnica). Outro ponto crítico é a sucessão: só 30% das empresas familiares chegam à terceira geração​:contentReference[oaicite:32]{index=32}. Muitas se perdem na transição, seja por falta de preparo dos herdeiros, seja por brigas internas.

Exemplo real: um exemplo tradicional é o das indústrias Gerdau e Votorantim, gigantes brasileiras que começaram como negócios familiares e cresceram mantendo as famílias no comando por gerações, mas profissionalizando a gestão com o tempo. Num contexto menor, pense na sorveteria da família Silva: o senhor José fundou há 40 anos; seus filhos cresceram atrás do balcão e assumiram o negócio na década passada; agora os netos já dão palpites sobre vendas via Instagram e delivery, modernizando a sorveteria. Essa continuidade familiar pode ser um trunfo quando bem coordenada. Dicas práticas: se você atua em um negócio de família, valorize o que ele tem de melhor – os valores, a tradição, a confiança – mas não descuide de profissionalizar processos. Tenha tudo documentado (contrato social, divisão de cotas, regras de retirada de lucro) para evitar mal-entendidos. Considere envolver conselheiros ou diretores de fora da família para trazer visão imparcial, principalmente em decisões estratégicas. E planeje a sucessão com antecedência: prepare os herdeiros interessados, invista em formação deles no negócio, e se nenhum tiver perfil, avalie a contratação de um gestor de mercado quando for o momento de passagem de bastão. Negócios familiares podem durar muitas gerações se houver adaptação e aprendizado contínuo. Afinal, a mistura de laços de sangue com empreendedorismo pode gerar empresas muito resilientes e com identidade forte no mercado.

13. Empreendedorismo Corporativo (Intraempreendedorismo)

Será que dá para ser “empreendedor” mesmo trabalhando como funcionário em uma empresa? Dá sim, e isso se chama empreendedorismo corporativo ou intraempreendedorismo. Esse tipo de empreendedorismo acontece dentro de organizações estabelecidas, onde colaboradores assumem postura de dono, criando projetos, inovando processos e buscando novos negócios para a empresa como se fossem empreendedores internos. Em vez de abrirem sua própria empresa, esses profissionais aplicam suas ideias empreendedoras no ambiente corporativo, gerando resultados e recebendo reconhecimento (e eventualmente participação nos lucros, promoções, etc.).

Nos últimos anos, muitas empresas perceberam que precisavam desse espírito empreendedor internamente para se manterem competitivas. Inovar não é mais luxo, é necessidade. Uma pesquisa global da McKinsey mostrou que até 2019 apenas 30% dos CEOs consideravam a criação de novos negócios uma prioridade, mas em 2020 esse percentual saltou para 52%​:contentReference[oaicite:33]{index=33}. Isso reflete uma tendência pós-pandemia: as empresas entenderam que precisam se reinventar e valorizar ideias de colaboradores. No Brasil, empresas de diversos portes têm criado programas de inovação interna, hackathons corporativos, laboratórios de ideias – tudo para fomentar o intraempreendedorismo. O funcionário com perfil empreendedor geralmente é proativo, questiona “por que fazemos assim?”, busca soluções, e não tem medo de assumir responsabilidades. As corporações que dão espaço para esses talentos costumam colher frutos em forma de novos produtos, economias geradas e ganho de competitividade.

Exemplo real: um exemplo famoso de intraempreendedorismo é a história do Post-it: foi dentro da 3M, multinacional, que um funcionário teve a ideia de criar notas adesivas reposicionáveis – a empresa deu liberdade para ele desenvolver o projeto, e nasceu um produto global. No contexto brasileiro, podemos citar um funcionário de um banco que criou um aplicativo interno para agilizar análises de crédito; ou o caso de uma engenheira da Petrobras que propôs um método mais eficiente de inspeção em plataformas e conseguiu implementar, gerando economia milionária. Tudo isso são formas de empreender dentro da empresa empregadora. Dicas práticas: se você trabalha em uma empresa e quer exercitar seu lado empreendedor, comece propondo melhorias no seu setor. Estude problemas e leve soluções estruturadas aos gestores. Mostre iniciativa além do seu escopo estrito de trabalho. Busque aliados dentro da empresa – outras pessoas engajadas podem te ajudar a tirar uma ideia do papel. E não desanime com burocracias; grandes empresas têm processos mais lentos, mas com persistência é possível abrir caminho. Caso sua empresa tenha programas de inovação, participe ativamente. E se você é dono de um pequeno negócio com funcionários, incentive-os a pensar como donos também: ouça sugestões, delegue projetos, dê créditos e recompensas para ideias boas. O intraempreendedorismo pode (e deve) acontecer em empresas de qualquer tamanho. No fim, todos ganham: o colaborador se realiza e a empresa prospera com as inovações.

14. Empreendedorismo Serial

Tem gente que pega gosto por empreender e não para mais. Você conhece alguém assim? Esse é o empreendedor serial – aquela pessoa que não se contenta em tocar apenas um negócio. Ela abre uma empresa, faz dar certo (ou às vezes nem espera dar tão certo assim) e já vislumbra outra oportunidade e inicia um novo negócio. São “multiempreendedores”, geralmente movidos pela paixão de criar e pelo desafio constante.

No Brasil, o empreendedor serial começa a se tornar mais visível conforme nosso ecossistema de negócios amadurece. Muitos empreendedores que tiveram sucesso com uma empresa acabam vendendo-a ou deixando um sócio no comando, e partem para fundar outra em um setor diferente. Ou então gerenciam várias empresas ao mesmo tempo em áreas diversas. Não temos um número exato de quantos são, mas basta ver o Shark Tank Brasil (programa de investimentos em startups) onde alguns dos “tubarões” são empreendedores seriais famosos – caso do João Apolinário, que além da Polishop já investiu em várias startups, ou da Camila Farani, que fundou e participa de múltiplos negócios.

O perfil do serial geralmente é inquieto, visionário e bom em gestão de alto nível. Ele consegue identificar equipes para tocar o dia a dia de cada empresa enquanto dedica tempo a pensar em novas frentes. Claro que ser serial não é fácil – exige capital, networking e capacidade de dividir atenção. Mas muitos encaram isso quase como um estilo de vida. Eles não conseguem passar muito tempo sem iniciar um projeto novo! Talvez começaram com uma pequena lanchonete, depois abriram uma loja de roupas, investiram em um aplicativo e assim por diante.

Exemplo real: um caso internacional bem conhecido é o do Elon Musk, que fundou PayPal, depois SpaceX, Tesla, Neuralink, The Boring Company… tudo ao mesmo tempo, praticamente. No Brasil, podemos mencionar o Tallis Gomes, que fundou a Easy Taxi e depois a Singu (e mais recentemente se envolve em outras startups), ou o Romero Rodrigues, que criou o Buscapé, vendeu, e seguiu investindo e criando novos negócios. Dicas práticas: se você se identifica como um potencial empreendedor serial, a dica número um é: construa um negócio sólido de cada vez. Use o sucesso (ou os aprendizados) de um empreendimento para alavancar o próximo. Tenha uma base financeira e administrativa antes de diversificar – muitos negócios simultâneos podem desandar se não houver estrutura. Saiba delegar: é impossível ser “operacional” em várias empresas ao mesmo tempo, então forme times de confiança e aprenda a soltar as rédeas quando necessário. Cuide também da sua saúde e equilíbrio, pois tocar múltiplos projetos pode te consumir muito. E principalmente, mantenha a paixão e a curiosidade. O empreendedor serial muitas vezes brilha justamente porque coloca entusiasmo de principiante em cada novo negócio, sem medo de recomeçar do zero quantas vezes for preciso. Se esse é o seu perfil, vá em frente – o mercado precisa de visionários incansáveis, e você pode acabar gerando muitos empregos e inovações ao longo da sua jornada múltipla.

15. Empreendedorismo do Conhecimento (Negócios Baseados em Conhecimento)

Sabia que seu saber pode virar um negócio?O empreendedorismo do conhecimento é quando o principal ativo da sua empresa é o conhecimento, a expertise em um determinado assunto. Aqui entram consultores independentes, professores que viram infoprodutores, desenvolvedores que criam softwares por conta própria, pesquisadores que fundam negócios para comercializar uma tecnologia, profissionais liberais inovando na prestação de serviços, entre outros. Em resumo, você “productiza” seu conhecimento – transforma o que sabe em algo que as pessoas pagam.

Esse tipo de empreendedorismo cresceu muito com a internet e a economia do conhecimento. Hoje, alguém que entende muito de um assunto pode alcançar público pelo YouTube, Instagram, podcasts, vendendo cursos online ou mentorias. Vemos engenheiros dando consultoria em eficiência energética, advogadas ensinando empreendedorismo feminino via e-book, médicos criando plataformas de orientação à distância. A educação online é um filão enorme: cursos EAD e treinamentos digitais movimentam bilhões de reais por ano no Brasil. Plataformas de cursos como Hotmart, Udemy e similares estão recheadas de brasileiros vendendo conhecimento – de aulas de violão a programação avançada. É uma forma de empreender leve em termos de investimento (você basicamente usa seu cérebro e computador) e altamente escalável se der certo, pois um curso gravado pode ser vendido para milhares sem você precisar duplicar esforço.

Exemplo real: pense no exemplo da Gabriela, professora de confeitaria. Ela dava aulas presenciais, mas as limitações geográficas a impediam de crescer. Decidiu gravar um curso online “Segredos do Bolo Perfeito” e colocou à venda. Em poucos meses, tinha alunos do país inteiro e até brasileiros no exterior fazendo seu curso, gerando um faturamento muito maior do que conseguia na sala de aula tradicional. Outro exemplo é o do Carlos, especialista em marketing digital, que largou a agência em que trabalhava e hoje presta consultoria independente para pequenas empresas, atendendo vários clientes simultaneamente e cobrando por hora de orientação estratégica. Dicas práticas: se você domina um assunto, avalie como estruturá-lo em forma de produto ou serviço vendável. Pode ser um curso, um livro, uma assessoria personalizada. Invista em se tornar autoridade na área: produza conteúdo gratuito de qualidade (artigos, vídeos, posts) para atrair público e demonstrar seu conhecimento – isso ajuda a conquistar clientes pagantes depois. Cuide da embalagem: um conhecimento incrível pode não atrair alunos/clientes se não estiver bem apresentado, então capriche na didática e na comunicação do valor que você oferece. Plataformas digitais estão aí para te apoiar, desde redes sociais para divulgação até marketplaces de cursos e consultorias. Monte também um plano de negócios pessoal – calcule seu preço/hora ou preço do infoproduto, considere a concorrência (hoje em dia há muito material online, o seu precisa ter um diferencial ou um nicho específico). E esteja sempre se atualizando e aprendendo, pois quem vende conhecimento precisa estar um passo à frente para continuar relevante. Empreender com conhecimento é gratificante: você cresce intelectualmente enquanto faz disso a sua fonte de renda, e ainda ajuda outras pessoas a se desenvolverem.

Perguntas Frequentes sobre Empreendedorismo no Brasil

P1: Quais são os principais tipos de empreendedorismo existentes no Brasil?

Resposta: Podemos destacar 15 tipos principais de empreendedorismo no Brasil, entre eles: o empreendedorismo individual (como MEIs e microempresas individuais), o empreendedorismo informal (negócios sem formalização), empreendedorismo por necessidade (quando se empreende por falta de opção de emprego), empreendedorismo por oportunidade (motivado por enxergar uma chance de negócio promissora), empreendedorismo social (focado em impacto social/ambiental), empreendedorismo digital (negócios online e de tecnologia), empreendedorismo de startups ou inovador (alto crescimento e inovação), empreendedorismo sustentável (negócios “verdes” preocupados com o meio ambiente), empreendedorismo de franquias (ser franqueado de uma marca), empreendedorismo cooperativo (via cooperativas), empreendedorismo feminino (liderado por mulheres), empreendedorismo familiar (negócios de família), empreendedorismo corporativo (intraempreendedorismo dentro de empresas), empreendedorismo serial (uma pessoa toca vários negócios em sequência) e empreendedorismo do conhecimento (baseado em vender expertise). Cada um desses tipos tem características próprias, e o empreendedor pode se identificar com mais de um, dependendo da jornada.

P2: Como descobrir qual tipo de empreendedorismo combina mais comigo?

Resposta: Primeiro, reflita sobre suas motivações e contexto. Você quer empreender por estar sem trabalho (necessidade) ou porque detectou uma oportunidade interessante? Gosta de seguir modelos já testados (franquia) ou quer criar algo do zero e inovar (startup)? Prefere trabalhar sozinho (individual/digital) ou em grupo (cooperativo)? Tem alguma causa social ou ambiental que te mova (social/sustentável)? Faça essa autoanálise sincera. Depois, considere suas habilidades e recursos: por exemplo, se você manja muito de tecnologia, o empreendedorismo digital ou de startups pode ser atraente; se tem pouca experiência, talvez uma franquia ou MEI de algo simples seja um começo mais seguro. Pense também no estilo de vida desejado – empreender online pode te dar mais flexibilidade de local e horário, já um negócio físico exige presença constante. Uma boa dica é buscar histórias de empreendedores em cada modelo e ver com qual você se identifica. Não existe fórmula mágica, mas alinhar seu perfil pessoal (financeiro, de conhecimento e de paixão) com o tipo de negócio aumenta as chances de satisfação e sucesso. E lembre-se: você pode transitar entre tipos ao longo da vida empreendedora. O importante é começar em algum ponto que faça sentido para você agora.

P3: Qual a diferença entre empreendedorismo por necessidade e por oportunidade?

Resposta: A diferença está principalmente no motivo que leva a pessoa a empreender. No empreendedorismo por necessidade, o indivíduo inicia um negócio próprio porque se vê sem alternativas – geralmente por desemprego, dificuldade financeira ou falta de oportunidades de trabalho. É aquele famoso “precisei me virar, então abri meu negócio”. Já no empreendedorismo por oportunidade, a pessoa empreende porque identifica uma boa oportunidade no mercado e escolhe aproveitá-la, mesmo que pudesse continuar em um emprego ou outra situação. Nesse caso, há mais planejamento e desejo de crescimento, não é algo tão emergencial. Em termos práticos: imagine duas pessoas abrindo uma lanchonete. Uma, por necessidade, porque perdeu o emprego e viu no comércio de lanches uma forma de pagar as contas. A outra, por oportunidade, porque percebeu que no bairro não tinha nenhuma lanchonete de comida saudável e planejou abrir uma para lucrar com esse nicho. É comum que negócios iniciados por necessidade comecem menores e com menos recursos, enquanto por oportunidade geralmente o empreendedor espera retornos maiores e investe mais tempo em planejamento. Ambos os tipos podem dar certo; a diferença é a motivação e, em muitos casos, isso também influencia a forma de gerir – quem entra por necessidade aprende na marra, enquanto por oportunidade tende a buscar mais capacitação prévia. Vale lembrar que muita gente começa por necessidade e depois, com experiência, vira oportunista no bom sentido, aproveitando chances de expandir o negócio.

P4: O que preciso fazer para me formalizar como microempreendedor individual (MEI)?

Resposta: Formalizar-se como MEI é um processo relativamente simples e totalmente online. Primeiro, verifique se a atividade que você exerce (ou quer exercer) está permitida no MEI – existe uma lista de ocupações permitidas, que inclui centenas de pequenas atividades de comércio, indústria e serviços. Estando ok, você precisa atender a alguns requisitos: não ter participação em outra empresa como sócio ou titular, ter no máximo um empregado (caso queira contratar alguém) e faturar até R$ 81.000 por ano (média de R$ 6.750 por mês). Cumprindo isso, basta acessar o Portal do Empreendedor (site oficial do governo para MEI) e fazer o cadastro com seus dados pessoais e da atividade. O registro é gratuito e, ao final, você já sai com seu CNPJ, inscrição estadual/municipal (se aplicável) e pode emitir notas fiscais. Depois de formalizado, o MEI precisa pagar um boleto mensal (DAS-MEI) que atualmente fica em torno de R$ 60 (varia um pouquinho conforme a atividade, comércio/indústria ou serviço, pois inclui ICMS/ISS). Esse boleto inclui sua contribuição para o INSS e os impostos fixos; pagando ele em dia, você se mantém regular. Além disso, todo ano é necessário fazer a DASN-SIMEI, que é a declaração anual de faturamento do MEI, informando quanto você ganhou no ano anterior – também feita online e simples de preencher. Em resumo: para virar MEI, tenha em mãos RG, CPF, título de eleitor ou último recibo do IR, endereço e uns 15 min para preencher tudo no site. Após isso, cumpra as obrigações de pagar mensalmente o DAS e declarar anualmente. Com isso, você terá acesso a benefícios previdenciários (aposentadoria, auxílio-doença, etc.), poderá emitir nota fiscal e terá mais credibilidade no mercado. Dica: o Sebrae e as Salas do Empreendedor das prefeituras ajudam gratuitamente no processo se você tiver qualquer dificuldade.

P5: O empreendedorismo digital é uma boa opção para micro e pequenas empresas?

Resposta: Sem dúvida, o empreendedorismo digital pode ser uma excelente opção para micro e pequenos negócios – na verdade, para muitos tem sido até um caminho de sobrevivência e crescimento. Ter presença digital hoje deixou de ser diferencial e virou praticamente obrigação, pois os consumidores estão cada vez mais online. Para um micro ou pequeno empresário, atuar no digital traz várias vantagens: custo menor (manter uma loja virtual costuma ser mais barato do que uma loja física, por exemplo, pois economiza aluguel de ponto comercial), alcance ampliado (você pode vender para clientes de outras regiões, não fica limitado à sua rua ou bairro) e possibilidade de operar 24 horas (sua vitrine online fica aberta o tempo todo). Além disso, ferramentas digitais permitem segmentar o público e fazer marketing de maneira mais acessível – com redes sociais e WhatsApp, um pequeno negócio consegue se promover sem gastar uma fortuna em publicidade tradicional.

Dito isso, não é automaticamente fácil ou garantia de sucesso – é preciso se adaptar ao meio digital. Muitos pequenos negócios enfrentam desafios como aprender a gerenciar plataformas de e-commerce, logística de entregas, atendimento rápido via internet e concorrência acirrada (já que online você compete com todo mundo, não só com a lojinha do lado). Porém, com estratégia e aprendizado, os resultados podem ser ótimos. Por exemplo, empresas que antes vendiam só no bairro podem, através de um marketplace, vender nacionalmente. Durante a pandemia, vimos inúmeros microempreendedores migrarem para vendas por Instagram, Facebook, marketplaces ou criar sites próprios e conseguirem manter (ou até ampliar) suas rendas graças ao digital. Então, sim, vale muito a pena considerar o empreendedorismo digital. Comece marcando presença nas mídias sociais, depois evolua para um e-commerce simples. Busque tutoriais, cursos (há muitos gratuitos) sobre vendas online, marketing digital e gestão de negócios digitais. O importante é dar o primeiro passo e ir aprendendo. Em resumo, o mundo digital oferece um terreno fértil para pequenos negócios prosperarem – com criatividade, bom atendimento e uma pitada de estratégia, o seu negócio pode ganhar o mundo pela internet.

© 2025 Os 15 Tipos de Empreendedorismo no Brasil: Descubra Qual É o Seu Estilo | Conteúdo Original | Carlos Reis | empreendi.com

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sobre o Autor

Carlos Reis, fundador da empreendi, sorrindo com fones de ouvido ao ar livre

Carlos Reis

Especialista em gestão de negócios pela FGV e Mestrando em Gestão e Análise de Dados Especialização em Inteligência de Negócios pela Universidade Nova IMS de Lisboa. Neste blog, compartilho estratégias eficientes, dicas práticas e muito conhecimento, além do poder dos dados para transformar o seu negócio e impulsionar seu crescimento.

Categorias